
Mestres e referência
de caminho
“Aprendizados que não cabem em certificados acadêmicos e especializações formais”
Reconheço minha trajetória como parte de uma linhagem viva de aprendizado, transmitida por mestres que se apresentaram ao longo da vida, cada um em seu tempo exato, sem que eu os buscasse.

MEU BISAVÔ
A sabedoria do cotidiano
Meu primeiro mestre foi meu bisavô — homeopata, homem sábio e atento aos hábitos da família. Com ele aprendi, desde cedo, que saúde se constrói no cotidiano: na alimentação, no ritmo, no cuidado com a vida. Muitos desses ensinamentos só mais tarde reconheci como fundamentos de uma vida verdadeiramente natural.
MINHAS QUERIDAS
Entre plantas e estrelas
Ainda na infância, aprendi muito com uma mulher simples que morava conosco e costurava para a família. Ela se cuidava somente com ervas, não fazia uso de medicamentos e possuía um conhecimento surpreendente de plantas e astrologia. Mais tarde, vivendo em uma vila remota, fui picada por uma cobra venenosa e socorrida por outra maravilhosa mulher-medicina nativa, grande conhecedora da Farmácia da Natureza. Minhas queridas.
Foto DONA BERNARDA


INSTRUTORA DE YOGA
O caminho do aquietamento
Na juventude, tive sorte de ser iniciada no Yoga por uma instrutora que havia aprendido diretamente na Índia, nos anos 60, convivendo com mestres tradicionais. Seu ensino trazia não apenas posturas, mas uma sabedoria enraizada na transmissão fiel de um saber antigo. Em suas aulas tive as primeiras experiências com estados de um verdadeiro aquietamento.
NORDESTE, MESTRES ANÔNIMOS
Mestres da terra
Durante minhas muitas viagens pelo Nordeste do Brasil, nos anos 70, convivendo com pessoas idosas em regiões remotas — no litoral e no interior — encontrei o que chamo de mestres anônimos. Homens e mulheres profundamente conectados à terra, às plantas, à saúde natural e vivendo em perfeita harmonia com o tempo e os ciclos da vida. Com eles aprendi paciência, escuta, recursos simples de cuidado e uma relação íntima com a natureza e o conhecimento recebido dos ancestrais.


ALDEIA INDÍGENA
Transmissão além da palavra
Antes mesmo de ter meus filhos, vivi em uma aldeia indígena. Ali, o aprendizado aconteceu sobretudo pela convivência e pela presença. Mesmo quando a linguagem verbal não era plenamente compartilhada, a transmissão se dava no silêncio, no gesto, no olhar — ensinando que há saberes que não passam pela palavra.
Mestre Liu Pai Lin
Harmonia com o Cosmos
Anos depois, encontrei meu mestre de Tai Chi, um mestre chinês taoísta, herdeiro de uma linhagem tradicional. Através do Tai Chi, da filosofia taoísta e da Medicina Tradicional Chinesa, aprofundei uma compreensão da vida orientada pela harmonia com a Natureza e com o Cosmos. Esse aprendizado moldou profundamente minha forma de viver, cuidar e ensinar, e sustentou meus 25 anos como instrutora dessa arte.


SARA MARRIOTT
Amor como caminho
Minha linhagem espiritual se ampliou com o encontro com Sara Marriot, mestra americana de rara simplicidade e profundidade, que transmitia amor incondicional, consciência e humor como caminho espiritual. Seu ensinamento aconteceu menos por palavras e mais por presença, e permanece como um eixo silencioso em minha vida.

Lama e Cura Prânica
Consciência e energia
Outros mestres também marcaram esse caminho, como um lama tibetano, com quem aprofundei a prática da meditação, e Choa Kok Sui, mestre filipino de Cura Prânica, cuja presença integrava técnica, meditação e consciência.